terça-feira, setembro 19, 2006

O que faz uma música ser gospel?


Comecei a ler esta semana o livro The Rock & Roll Rebellion - Why people of faith abandoned rock music - and why they're coming back (A Rebelião do Rock & Roll - Porque as pessoas de fé abandonaram o rock - e agora elas estão voltando) escrito por Mark Joseph. Esse livro fala sobre a música gospel (contemporânea cristã) em relação ao meio evangélico e ao meio secular, trazendo biografias de bandas com membros que dizem ser crentes em Cristo Jesus como bandas famosas tipo Stryper, King's X e até mesmo pessoas que muita gente nunca pensaria que fosse crente como Johny Cash, Bob Dylan e Alice Cooper.
O livro também cita biografias de artistas e bandas do meio evangélico que atingiram o mundo secular como Jars of Clay, Dc Talk, Sixpence None The Richer, Amy Grant e vários outros. Apesar de alguns dos relatos serem difíceis de se engolir, não estou aqui para julgar ninguém e oro a Deus para que cada um deles realmente tenha uma relação pessoal com nosso senhor Jesus Cristo. O que eu realmente gostaria de trazer a tona nesse artigo é uma pergunta que o autor faz, a qual eu achei muito interessante: O que faz uma música ser gospel?
Três tipos de repostas vieram a minha cabeça. A primeira seria a mais óbvia:
1. As letras devem falar sobre Deus e Cristo.
Essa resposta para muitos pode parecer a mais correta, mas ela realmente define a música gospel? E se uma pessoa não evangélica escrever uma música em referência a Deus e Jesus, isso faria essa música ser automaticamente gospel? Por exemplo, a música "Jesus Cristo" cantada por Roberto Carlos, aquela música pode ser considerada gospel? E se uma banda evangélica escrever uma música sobre o amor entre o homem e uma mulher, ou o amor entre um pai e um filho? Essa música porque não fala de Deus diretamente, ela deixa de ser gospel?
2. Se a referência a Cristo ou a Deus, não define uma música sendo gospel, então a música gospel é qualquer música cantada ou composta por uma pessoa crente.
E bandas como Galatic Cowboys, Stryper, U2, POD, Lifehouse e até mesmo como o Rodox que alegam que suas músicas falam de suas vidas e as suas relações do dia a dia e que não querem por nenhum rótulo em sua música? Apesar de muitos têm letras que falam de Cristo, eles também falam de problemas sociais, problemas da adolescência, amor. Se o próprio artista diz que sua música não é gospel, como podemos chamá-la de gospel?
3. Então o que faz uma música ser gospel? Só pode ser a gravadora da banda ou do artista.
Isso não é necessariamente verdade, já que muitos consideram bandas mencionadas acima como bandas de musica gospel como Stryper, POD, mas eles têm contratos com gravadoras seculares. Apesar das gravadoras serem seculares muitos deles podem ser compradas em lojas evangélicas.
Interessante, não? Bom, essas perguntas foram feitas pelo autor e argumentadas por mim mesmo. E você já tinha parado para pensar nisso?
Fecho esse artigo com um pensamento de um filósofo cristão chinês chamado To-Sheng Nee que disse:
"Tudo que fazemos, seja na rua, na loja, na empresa, na cozinha, no hospital, na escola tem valor espiritual com relação ao reino de Cristo. Satanás prefereria que não houvesse Cristãos em nenhum desses lugares porque eles (os Cristãos) sem duvida estão no seu caminho. O diabo tenta nos assustar para nos manter fora do mundo e quando ele não consegue fazer isso ele tenta nos envolver com as ideologias e comportamentos desse mundo."
Achei muito sábias as palavras do Nee, e mais uma vez nos mostra que nós estamos nesse mundo para pregar o evangelho à toda criatura e se todos nós ficarmos apenas só dentro da Igreja, ou em shows evangélicos, muitos perderão a oportunidade de ouvir as boas novas de Cristo. Para finalizar, eu pessoalmente acho que a música ao invés de ser denominada gospel ou secular deveria ser analizada como: com base biblica ou sem base biblica, sempre levando em considereção que o diabo também sabe o que está escrito na bíblia e as vezes ele tenta usa-las contra o povo de Deus.
By Anderson Silva

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