quarta-feira, dezembro 13, 2006



"Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na MORTE, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida." (Rm 6:4)

Gosto muito de toda movimentação envolvendo as comemorações do Natal, principalmente as árvores enfeitadas e as luzes coloridas. Muitas luzes...
Luz na rua, luz na praça, luz na janela, luz na árvore, luz no shopping, luz nos prédios. É o natal, cada vez mais, de todas as luzes. As cidades se enfeitam e o povo se diverte curtindo a metróple iluminada.
Que pena que a luz na rua não dá direção à mente da menina abandonada que nela corre sem rumo.
Que pena que a luz na praça não dá lucidez ao bêbado caído no seu chão.
Que pena que a luz na janela não aquece o coração gelado da mulher traída que, nela debruçada, ainda chora a perda do seu grande amor.
Que pena que a luz na árvore não ilumina a mente daquele que destrói a natureza.
Que pena que a luz no shopping não faz a vida melhor do desempregado, que passeia por suas escadas rolantes, tentando explicar para os filhos mais um Natal sem presentes.
Que pena que a luz nos prédios não consegue penetrar nos lares do seu condominio, levando esperança a casamentos próximos do fim.
Que bom saber que a luz do céu de Belém ainda brilha no coração de todo aquele que crê, trazendo direção, força, consolo e esperança.
Luz que não faz apenas o brilho da festa, mas que pode transformar em festa o seu coração, por isso, deixe Jesus nascer em sua vida e então será Natal também para você.


"Espero anciosamente pelo dia em que meu Super-Herói de cicatrizes nas palmas das mãos virá me buscar..."

sexta-feira, novembro 03, 2006

O Que Não se Discute...



O que não se descute... Gosto, futebol, política e religião.
Foi isso que me disseram hoje quando tentava conversar com um colega sobre Deus. É inútil discutir essas coisas, pois cada um tem sua opinião e ninguém está certo, diziam.
Como assim? Concordo que pra algumas coisas não existem verdades absolutas e que existe espaço para discussão (antes que vocês acendam as fogueiras para me queimarem por heresia, deixem-me explicar). Não existe verdade absoluta pra decidirmos se manga é melhor que maçã, se o titular da seleção brasileira devia ser o Robinho ou o Ronaldo, ou se o candidato à presidência Cristovam seria um melhor presidente do que Lula. Portanto, existe uma esféra de assuntos onde não é possível definir claramente o CERTO e o ERRADO.
Infelizmente essa esféra tem se expandido de tal forma que até a MORALIDADE tem sido englobada pelo relativismo. E é por isso que RELIGIÃO não se discute. Não se pode lidar com "verdades" pois elas são relativas, não é possível falar sobre "absolutos" pois eles não existem. Hoje em dia está mais difícil pro povo saber quando bater o pé e dizer, "ISSO É O CERTO!" ou "A VERDADE É ESTA!" Conseqüentemente, não se pode dizer que existe uma verdade sobre Deus, uma verdade sobre como ter um relacionamento com Ele, ou uma verdade absoluta de COMO chegar até Ele. Por isso que fui tão criticado hoje. As pessoas estranharam que eu tinha absolutos, que eu pregava verdade absoluta e que tinha certeza do meu Deus. Isso bate tão de frente com aquilo normalmente apresentado que decidiram então encerrar a discussão por aí. "Você é muito cabeça dura," ou "quem é você pra dizer que está certo e eu errado?"
O que nós cristãos fazemos então? Bom, aqui vão algumas sugestões:
1) Devemos mostrar que ser relativista é ilógico.
2) Devemos puxar a discussão para a Bíblia, buscando demonstrar como ela é a palavra de Deus.
3) Devemos mostrar que a Bíblia prega um Deus absoluto, com verdades absolutas.
4) MARRETAR o evangelho neles explicitamente. O pecado existe, é realidade da vida de todos, condena a todos para punição eterna e só pelo sacrifício de Cristo é possível escapar dessa punição.
5) Finalmente, orar (e muito) pelos perdidos com quem estamos discutindo. O raciocínio lógico nunca levou ninguém a salvação, só a atuação do Espirito Santo fez/faz isso. Se Ele estiver ausente da parada toda a discussão é fútil e semente nenhuma brotará no coração dos perdidos. Sucumbir ao relativismo e não confrontá-lo é afronta direta à essência de Deus e suas verdades.
posted by Daniel Portela

segunda-feira, outubro 23, 2006

Uma religião que não vale a pena



É uma religião que, uma vez aceita, não torna ninguém melhor do que era.
É uma religião que permite distanciar-se da virtude, dando uma falsa segurança que os eleitos estarão seguros em seu pecado.
É uma religião que gera um clima de culpa, nunca plenamente expiada.
É uma religião que elege pessoas humanas para serem seus representantes diante da Divindade; fora eles, ninguém mais tem acesso a Deus.
É uma religiâo que valoriza a técnica de como obter o favor de Deus mais que a gratuidade do seu amor.
É uma religião que reforça o egocentrismo e não a busca da justiça.É uma religião que se pratica ocasionalmente; não é uma filosofia de vida.

Soli Deo Gloria

sexta-feira, outubro 20, 2006

Ensaiando a Loucura

Como controlar a eternidade
Invente um mundo onde a realidade já não flua mais. Imagine-se num autismo existencial e acredite nele. Lese seu senso de realidade. Cerceie as liberdades. Interrompa os processos. Simplifique, reduza e resuma. Estanque toda dinâmica. Bloqueie os fluxos. Engesse os movimentos. Fixe e congele a existência. Aplaque as pulsões de eternidade.Não implique, não complique, não explique, não se aplique. Simplifique.
Não mergulhe. Permaneça boiando.
Se, para conformar, for preciso deformar, o faça. Informar ou transformar, jamais. Finja que a morte não existe. Negue seus medos. Subestime a decomposição de toda matéria.
Ignore a complexidade da verdade. Sintetize tudo em dogmas. Seja indiferente com as dúvidas. Despreze as indagações. Demonstre apatia e descaso diante das incertezas. Nunca reconheça sua ignorância. Jamais dialogue. Diante de divergências, simplifique: dê as costas ou um murro na mesa. Arrebente (no seu mundo, você tudo pode). Acredite que pode manipular o outro. Fale muito e nunca ouça. Restrinja. Limite. Domine. Submeta. Subjugue
Não perca tempo com as realidades complexas como o sorriso de uma criança, o canto dos pássaros, o pôr do sol, a lágrima do ancião, a fome do semelhante. Não preste atenção ao mistério de sua própria respiração. Não dê lugar à perplexidade diante do imponderável. Foque sua atenção nas coisas simples como o dinheiro e o reconhecimento social. Acumule riquezas. Busque fama e elogios. Construa monumentos. Acredite no que se vê. Confie nas formas e aparências. Lute por resultados visíveis, cifras e estatísticas. A fé exigiria muito de você. Iluda-se com suas impressões de posteridade. Dê vazão às suas vaidades.
Ter hábitos previdentes em relação à saúde, também é muito complexo. Simplifique: coma tudo que tiver vontade e zombe dos que se preocupam com educação alimentar. Condicionamento físico também exige muita elaboração. Prefira a simplicidade de horas à frente da televisão. Aliás, entre de cabeça na tecnologia e não dê vazão à sensibilidade, algo tão complexo.
Evite relacionamentos pessoais, já que requerem tempo e paciência. Reduza tudo aos contatos funcionais e hierárquicos. Evite afetividades e comunhões. Invista nas estratégias de massificação, seja para se esconder na massa, seja para dominá-la. Resista na trincheira dos preconceitos. Superar discriminações demandaria custosas transformações pessoais. Não lide com o caos humano. Acredite que você pode enjaular os monstros interiores seus e dos outros. Não confronte o caos resultante de sua mortalidade. Não leve em conta a tragédia interior do próximo.
Não ligue para a consciência. Minimize tudo ao cumprimento de algumas normas, mas não todas. Somente aquelas, em relação às quais, você consegue aparentar obediência. Amordace seus pensamentos ocultos. Seja indiferente aos seus sentimentos maus. Disfarce seus instintos. Crie personagens. Vista todas as fantasias. Com toda imaginação, invente seus próprios cenários. Fraude quem você é e acredite em quem você pensa ser. Oculte as intenções. Simule identidades. Não preste atenção a frustrações e angústias. Mantenha-se indiferente diante das inquietudes da alma. Camufle e disfarce.
Crie muitas leis. Confie nos rituais. Não busque diretamente a transcendência. Atenha-se à simplicidade dos ídolos e dos altares. Escolha o mais fácil e não o melhor. Institucionalize a espiritualidade.
Intoxicado pelas doses de ironia, se não puder evitar, vomite. Mas faça-o no seu travesseiro. Tenha ali seus pesadelos secretamente. Nunca demonstre suas náuseas em público. Nunca confesse suas fraquezas.
Institua seus diques de ironia junto à fonte.
Pronto! As águas jamais fluirão.
Você controlou a eternidade.
Parabéns. Você é seu próprio deus neste seu mundo imaginário.

(Para que a receita produza o efeito desejado, injete uma dose extra de cinismo na veia e despreze esta mensagem)

terça-feira, setembro 26, 2006

Veríssimo - Diga não às drogas!

(Depoimento emocionado de Luiz Fernando Veríssimo sobre sua experiência com as drogas).
Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de experimenta, depois quando você quiser é só parar..."e eu fui na dele".
Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do Leandro e Leonardo. Achei legal, uma coisa bem brasileira. Mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "amigo" e acabei comprando pela primeira vez.
Lembro que cheguei na loja e pedi: - Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano. Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc. Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores... O Tchan, Companhia do Pagode e muito mais.
Após o uso contínuo, eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia mexido antes. Então, meu amigo me deu o que eu queria, um CD do Harmonia do Samba. Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, razão do meu existir. Pensava só nessa parte do corpo, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais...
Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show e ao encontro dos grupos Karametade e Só Pra Contrariar, e até comprei a Caras que tinha o Rodriguinho na capa. Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro. Meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra entrei para um grupo de pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma música que não dizia nada, eu e mais outros 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados sorríamos e fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas americanas e pedi a coletânea "As melhores do Molejo". Foi terrível! Eu já não pensava mais!!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas miseráveis e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir.
Cheguei ao fundo do poço, ao limiar da condição humana, quando comecei a escutar Popozudas, Bondes, Tigres, Mc Serginho, Lacraias, Motinhas e Tapinhas. Comecei a ter delírio e a dizer coisas sem sentido e quando saía à noite para as festas, pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas que queriam me mostrar o caminho das pedras... Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: Ki-Kokolexo.
Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de MPB, Bossa-Nova, Rock Progressivo e Blues. Mas o médico falou que eu talvez tenha de recorrer ao Jazz, e até mesmo a Mozart, Beethoven e Bach.
Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam a visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado, alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, distante. Vai perder as referências e definhar mentalmente.
Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:
não ligue a TV no domingo à tarde;
não entre em carros com adesivos "fui.....";
se te oferecerem um CD, procure saber se o indivíduo foi ao programa da Hebe e ou ao Domingo Legal do Gugu;
mulheres gritando histericamente são outro indício;
não compre um CD que tenha mais de 6 pessoas na capa; (essa é boa!)
não vá a shows em que os suspeitos façam passos ensaiados;
não compre nenhum CD que tenha vendido mais de um milhão de cópias no Brasil, e... não escute nada em que o autor não consiga uma concordância verbal mínima.
A vida é bela! Eu sei que você consegue! Diga não às drogas!
(Luiz Fernando Veríssimo)

terça-feira, setembro 19, 2006

O que faz uma música ser gospel?


Comecei a ler esta semana o livro The Rock & Roll Rebellion - Why people of faith abandoned rock music - and why they're coming back (A Rebelião do Rock & Roll - Porque as pessoas de fé abandonaram o rock - e agora elas estão voltando) escrito por Mark Joseph. Esse livro fala sobre a música gospel (contemporânea cristã) em relação ao meio evangélico e ao meio secular, trazendo biografias de bandas com membros que dizem ser crentes em Cristo Jesus como bandas famosas tipo Stryper, King's X e até mesmo pessoas que muita gente nunca pensaria que fosse crente como Johny Cash, Bob Dylan e Alice Cooper.
O livro também cita biografias de artistas e bandas do meio evangélico que atingiram o mundo secular como Jars of Clay, Dc Talk, Sixpence None The Richer, Amy Grant e vários outros. Apesar de alguns dos relatos serem difíceis de se engolir, não estou aqui para julgar ninguém e oro a Deus para que cada um deles realmente tenha uma relação pessoal com nosso senhor Jesus Cristo. O que eu realmente gostaria de trazer a tona nesse artigo é uma pergunta que o autor faz, a qual eu achei muito interessante: O que faz uma música ser gospel?
Três tipos de repostas vieram a minha cabeça. A primeira seria a mais óbvia:
1. As letras devem falar sobre Deus e Cristo.
Essa resposta para muitos pode parecer a mais correta, mas ela realmente define a música gospel? E se uma pessoa não evangélica escrever uma música em referência a Deus e Jesus, isso faria essa música ser automaticamente gospel? Por exemplo, a música "Jesus Cristo" cantada por Roberto Carlos, aquela música pode ser considerada gospel? E se uma banda evangélica escrever uma música sobre o amor entre o homem e uma mulher, ou o amor entre um pai e um filho? Essa música porque não fala de Deus diretamente, ela deixa de ser gospel?
2. Se a referência a Cristo ou a Deus, não define uma música sendo gospel, então a música gospel é qualquer música cantada ou composta por uma pessoa crente.
E bandas como Galatic Cowboys, Stryper, U2, POD, Lifehouse e até mesmo como o Rodox que alegam que suas músicas falam de suas vidas e as suas relações do dia a dia e que não querem por nenhum rótulo em sua música? Apesar de muitos têm letras que falam de Cristo, eles também falam de problemas sociais, problemas da adolescência, amor. Se o próprio artista diz que sua música não é gospel, como podemos chamá-la de gospel?
3. Então o que faz uma música ser gospel? Só pode ser a gravadora da banda ou do artista.
Isso não é necessariamente verdade, já que muitos consideram bandas mencionadas acima como bandas de musica gospel como Stryper, POD, mas eles têm contratos com gravadoras seculares. Apesar das gravadoras serem seculares muitos deles podem ser compradas em lojas evangélicas.
Interessante, não? Bom, essas perguntas foram feitas pelo autor e argumentadas por mim mesmo. E você já tinha parado para pensar nisso?
Fecho esse artigo com um pensamento de um filósofo cristão chinês chamado To-Sheng Nee que disse:
"Tudo que fazemos, seja na rua, na loja, na empresa, na cozinha, no hospital, na escola tem valor espiritual com relação ao reino de Cristo. Satanás prefereria que não houvesse Cristãos em nenhum desses lugares porque eles (os Cristãos) sem duvida estão no seu caminho. O diabo tenta nos assustar para nos manter fora do mundo e quando ele não consegue fazer isso ele tenta nos envolver com as ideologias e comportamentos desse mundo."
Achei muito sábias as palavras do Nee, e mais uma vez nos mostra que nós estamos nesse mundo para pregar o evangelho à toda criatura e se todos nós ficarmos apenas só dentro da Igreja, ou em shows evangélicos, muitos perderão a oportunidade de ouvir as boas novas de Cristo. Para finalizar, eu pessoalmente acho que a música ao invés de ser denominada gospel ou secular deveria ser analizada como: com base biblica ou sem base biblica, sempre levando em considereção que o diabo também sabe o que está escrito na bíblia e as vezes ele tenta usa-las contra o povo de Deus.
By Anderson Silva

terça-feira, setembro 12, 2006

A escolha certa

Na vida, é muito comum fazermos escolhas, para o bem ou para o mal. Há quem escolha jamais dar atenção aos assuntos espirituais, achando essa temática uma pura tolice. Há quem, mesmo freqüentando uma igreja, opta por não orar, achando que o acaso vai protegê-lo. Há também aquele que escolhe jamais freqüentar uma igreja. O que há de comum entre esses tipos é que as desculpas são sempre as mais estapafúrdias possíveis.
Para mostrar a fraqueza de desculpas dessa natureza, alguém elaborou uma lista bem humorada sobre “dez razões pelas quais nunca tomo banho”. Bem, qualquer pessoa pode substituir o “tomar banho” pelo nome de sua própria desculpa. Por exemplo, poderia ficar assim: “dez razões pelas quais nunca oro”; ou “dez razões pelas quais nunca freqüento uma igreja”, etc.Então, vamos à lista das “dez razões pelas quais nunca tomo banho”:

1. Fui forçado a tomar banho quando era criança;
2. Pessoas que se banham são hipócritas;
3. Há muitos tipos de sabonetes, não sei qual usar;
4. Eu costumava tomar banho, mas tornou-se uma coisa chata;
5. Nenhum de meus amigos toma banho;
6. Tomo banho apenas no Natal e na Páscoa;
7. Começarei a tomar banho quando ficar mais velho;
8. Não tenho tempo;
9. O banheiro é muito frio;
10. Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do seu dinheiro.


Mesmo arranjando desculpas, temos de tomar decisões a toda hora, e isso normalmente pressupõe fazer uma escolha. Evidentemente, há aquelas coisas corriqueiras que requerem tomar pequenas decisões, a maioria das quais nem nos damos conta, como a escolha da roupa ou o que comer. Porém, há decisões vitais que testarão inexoravelmente a nossa habilidade de fazer escolhas adequadas.
Por exemplo, na noite que antecedeu a crucificação de Jesus, dois de seus discípulos decidiram se voltar contra Ele. Judas Iscariotes o traiu com um simples beijo. Pedro negou três vezes que o conhecia na presença dos serviçais do sumo sacerdote. O que há de comum entre os dois é que cada um fez a sua própria escolha.
Porém, há uma enorme diferença entre o que fizeram em seguida. Judas, cheio de remorsos, enforcou-se. Pedro, imerso em dores de alma, derramou amargas lágrimas numa fervente oração de arrependimento. De qualquer modo, se um deles fosse você, afinal, que caminho escolheria?
No aspecto espiritual, como Judas e Pedro, alguém pode se apegar tanto à religião e se sentir tão bom e cumpridor de seus deveres religiosos, que pode negar a Jesus, simplesmente quando se furta de recebê-lo como Senhor e Salvador de sua vida, muito embora tenha informações suficientes para saber que Ele é o único que pode salvar.
A maior decisão da vida, com certeza, refere-se à escolha que tomaremos em relação a Jesus. Aceitá-lo como Salvador, ou rejeitá-lo. Seguir o exemplo de Pedro ou o de Judas.
No entanto, se a sua escolha for aceitar Jesus como Salvador, manter uma vida de oração e freqüentar uma igreja, isso ajudará a definir não somente a sua satisfação pessoal, mas também o seu destino eterno. Qual a sua escolha?

segunda-feira, setembro 04, 2006


"Virei-me e vi todos os que estavam sendo oprimidos debaixo do sol, vi as lágrimas dos oprimidos e não havia quem os consolassem. De um lado estava o poder de seus opressores e não havia quem pudesse confortá-los. São mais felizes os que já morreram do que os que ainda vivem. Melhor do que ambos é aquele que ainda não nasceu, aquele que não viu as obras más que se fazem debaixo do sol. Vi que todo trabalho e toda obra que o homem executa causa inveja no seu próximo. Isto também é vaidade e aflição de espírito." Ec 04


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terça-feira, agosto 29, 2006

A sós


É difícil entender os nossos pensamentos, o nosso desanimo, o cansaço, aquela vontade de desistir de tudo (quando falo tudo me refiro, ao cristianismo atual, e não de Cristo), parece que é tudo muito hipócrita, que somos todos muito cegos (ou talvez tapamos os olhos com as mãos).

Muitas vezes me deparo com esse sentimento, e me sinto por alguns instantes envergonhado por esse sentimento, Cristo é tão real, mas às vezes parece que meu relacionamento com ele não é assim tão sincero, me sinto vencido pelos dogmas criados por homens, me sinto contaminado pela religiosidade, me sinto dominado pelo capitalismo cristão. Mas no fundo no fundo sempre permanece o desejo de ser um verdadeiro adorador, mas como?

Somos padronizados, somos doutrinados, incapazes de ver além das quatro paredes que cercam aquilo que chamamos de “culto”, será que não conseguimos adorar a Deus de uma forma mais espontânea, mais real? Até quando será preciso que os lideres nos ensine: “levantem as mãos... batam palmas... dobrem os joelhos... agora todo mundo da glória a Deus..” (não estou dizendo que é errado os lideres fazerem isso, estou questionando apenas os liderados e sua falta de capacidade de adorar).

Vou entender que estes sentimentos de desanimo são uma resposta para os meus questionamentos, vou entender que a minha intimidade com Deus me permite questionar, porém as respostas não vem como eu espero, Deus nos coloca no fundo do poço, pra olharmos o mundo numa perspectiva diferente, Ele abate a nossa alma para que possamos entender aquilo que Ele quer...

É preciso questionar, é preciso duvidar, é preciso encontrar a voz de Deus dentro do nosso interior, todavia temos que calar os gritos de “alegria” que nos impedem de ouvir a vontade do Pai... quando tudo está bem não conseguimos ouvir a voz de Deus...

Esses dois sentimentos nos fazem crescer, a duvida que nos faz querer conhecer mais a Deus (e isso é sinônimo de amor), a tristeza que nos permite ouvir a voz de Deus...

extraído (by Gustavo Martins)