
É difícil entender os nossos pensamentos, o nosso desanimo, o cansaço, aquela vontade de desistir de tudo (quando falo tudo me refiro, ao cristianismo atual, e não de Cristo), parece que é tudo muito hipócrita, que somos todos muito cegos (ou talvez tapamos os olhos com as mãos).
Muitas vezes me deparo com esse sentimento, e me sinto por alguns instantes envergonhado por esse sentimento, Cristo é tão real, mas às vezes parece que meu relacionamento com ele não é assim tão sincero, me sinto vencido pelos dogmas criados por homens, me sinto contaminado pela religiosidade, me sinto dominado pelo capitalismo cristão. Mas no fundo no fundo sempre permanece o desejo de ser um verdadeiro adorador, mas como?
Somos padronizados, somos doutrinados, incapazes de ver além das quatro paredes que cercam aquilo que chamamos de “culto”, será que não conseguimos adorar a Deus de uma forma mais espontânea, mais real? Até quando será preciso que os lideres nos ensine: “levantem as mãos... batam palmas... dobrem os joelhos... agora todo mundo da glória a Deus..” (não estou dizendo que é errado os lideres fazerem isso, estou questionando apenas os liderados e sua falta de capacidade de adorar).
Vou entender que estes sentimentos de desanimo são uma resposta para os meus questionamentos, vou entender que a minha intimidade com Deus me permite questionar, porém as respostas não vem como eu espero, Deus nos coloca no fundo do poço, pra olharmos o mundo numa perspectiva diferente, Ele abate a nossa alma para que possamos entender aquilo que Ele quer...
É preciso questionar, é preciso duvidar, é preciso encontrar a voz de Deus dentro do nosso interior, todavia temos que calar os gritos de “alegria” que nos impedem de ouvir a vontade do Pai... quando tudo está bem não conseguimos ouvir a voz de Deus...
Esses dois sentimentos nos fazem crescer, a duvida que nos faz querer conhecer mais a Deus (e isso é sinônimo de amor), a tristeza que nos permite ouvir a voz de Deus...
extraído (by Gustavo Martins)